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Captação de recursos para empresas: como escolher entre dívida, equity e cada instrumento

Toda empresa que cresce esbarra na mesma pergunta, e ela quase nunca é se existe capital. É em que estrutura. Entenda os dois caminhos, os principais instrumentos e os números que fazem uma operação se sustentar.

Em vídeo · 4 min

Captação de recursos

A estrutura é a resposta, não a pergunta

Captar bem não é achar dinheiro. É desenhar a dívida ou o capital no formato certo para o caixa do negócio. Segundo a ANBIMA, as emissões no mercado de capitais brasileiro somaram R$ 838,8 bilhões em 2025, recorde histórico. Capital existe; o que define o sucesso de uma captação é a estrutura.

Por isso a ordem importa. Quem começa pelo instrumento (“quero emitir uma debênture”) corre o risco de escolher o que está disponível, não o que cabe. O ponto de partida é outro: a finalidade do recurso, o perfil de risco, as garantias e o fluxo de caixa da empresa. O instrumento é a conclusão.

Dois caminhos: dívida ou capital

Dívidaa empresa recebe o recurso e devolve, preservando a participação dos sócios. Tende a custar menos quando há caixa e garantia.
Capital (equity)um sócio entra para financiar o crescimento sem onerar o caixa, quando há espaço societário.
Híbridoo mútuo conversível começa como dívida e pode virar participação.

Muitas vezes a melhor resposta é híbrida, ou uma combinação de dívida e capital. Dívida demais pressiona o caixa; equity demais dilui os sócios. O desenho procura o ponto em que o pagamento acompanha a geração de caixa real.

Cada instrumento tem a sua hora

Definidos o caminho e a finalidade, entram os instrumentos. Como orientação geral:

No CRI e no CRA, o benefício tributário ao investidor pessoa física tende a se refletir em custo menor para o emissor, conforme a legislação vigente. Essa é uma orientação informativa: a recomendação final depende da análise completa da operação.

Crédito estruturado e empréstimo bancário. No empréstimo bancário, a estrutura é padronizada e definida pelo banco. No crédito estruturado, instrumento, garantias, prazo e fluxo de pagamento são desenhados sob medida e captados junto a investidores e ao mercado de capitais. Quando o produto padronizado já atende bem a necessidade, a estruturação pode não compensar.

Estruturar sobre números, não sobre intenção

Uma operação precisa se sustentar diante de investidor, comitê e auditor. Para isso, a análise passa por alguns números centrais:

Referências não são promessa. Esses parâmetros são internos de análise da Brava e variam conforme a operação e o instrumento. Não constituem condição de oferta nem garantia de aprovação ou de retorno. A estrutura de garantias (reais, fidejussórias e covenants) impacta diretamente o custo do crédito.

Capital também vem de fora

O capital não precisa ser só local. Desde 2008, a Brava estrutura operações para investidores estrangeiros: acesso a capital internacional, veículos cross-border (onshore e offshore) e estruturas denominadas em dólar, com proteção cambial (hedge) para alinhar o passivo à moeda do fluxo de caixa da empresa. O cuidado central aqui é o descasamento: dívida em moeda forte com receita em reais exige gestão do risco de câmbio desde o desenho.

Como a Brava faz

A Brava origina, estrutura e coordena a operação junto a investidores e ao mercado de capitais. Não é banco e não empresta com recursos próprios. Já estruturou operações de emissão e captação para mais de 100 empresas, em operações na faixa de R$ 20 milhões a R$ 500 milhões e prazos de 2 a 15 anos. Atende empresário e middle market (giro, capex e alongamento sem perder controle), incorporadoras (crédito ponte, CRI e antecipação de recebíveis), agronegócio (CRA e recebíveis da cadeia rural) e aquisições (dívida de aquisição e estrutura de capital pós-deal).

1. Relacionamento e KYC

Alinhamento sobre a operação, cadastro e análise preliminar e confidencial: risco e retorno, objetivos, capacidades e garantias.

2. Mandato

Análise detalhada da empresa e dos projetos, term sheet inicial e pitchbook.

3. Roadshow e bookbuilding

Apresentação a investidores com parceiros habilitados, condições indicativas e escolha do veículo.

4. Diligência e assinatura

Term sheet final, due diligence e coordenação de rating, auditoria e jurídico.

5. Closing e monitoramento

Liberação dos recursos e acompanhamento de pagamentos, garantias, covenants e gatilhos.

Quanto tempo leva? Estruturas mais simples podem ser concluídas em poucos meses; operações complexas e sob medida costumam envolver um mandato de 12 a 18 meses. São prazos indicativos, não compromissos: o cronograma real depende da complexidade, da diligência e das condições de mercado.

Conheça o produto

Captação de recursosDívida e capital sob medida para o caixa da empresa, da análise da necessidade ao closing e ao monitoramento.

Jair Lemes, CFA
Diretor de Gestão e CEO da Brava Capital, apresentador do quadro Capital Inteligente e Professor de Finanças na CFA Society Brasil. Jair é administrador com MBA pela FIA/USP e Mestrado Profissionalizante em Gestão e Economia pela (ESA) IAE Université Pierre Mendès da França. Iniciou sua carreira em seguros na empresa espanhola Mapfre. Trabalhou em países como Japão e Reino Unido no setor de telecomunicações e tecnologia. Trabalhou no Citibank nas áreas Operacional e de Produtos enquanto ao mesmo tempo lecionava em universidade.

Material educativo — não constitui oferta, distribuição ou recomendação de investimento, nem aconselhamento. A Brava Capital origina, estrutura e coordena operações de captação junto a investidores e ao mercado de capitais; não é instituição financeira e não empresta com recursos próprios. As operações observam a regulamentação aplicável da CVM e da ANBIMA. Atua como correspondente bancário (Resolução CMN nº 4.935/2021) quando aplicável. As referências de análise (custo, garantias, prazos, DSCR, LTV, perda esperada) são parâmetros internos, variam conforme a operação e não constituem condição de oferta nem garantia de aprovação ou de retorno. Benefícios tributários conforme a legislação vigente. Fontes: Resolução CMN nº 4.935/2021 (Conselho Monetário Nacional, bcb.gov.br); dados de emissões: ANBIMA (22/01/2026).

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