Como investir em dólar como pessoa física: conta no exterior, PIC ou empresa operacional
Ter parte do patrimônio em dólar não exige estrutura complexa. Entenda as três formas simples de investir no exterior como pessoa física, o limite do imposto sobre herança dos EUA que pouca gente conhece, como fica o imposto no Brasil e como a gestão funciona dentro da carteira administrada.
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Seu patrimônio também em dólar — programa offshore
Por que ter uma parte em dólar
Quem tem todo o patrimônio no Brasil depende de uma única moeda, de uma única taxa de juros e de um único risco-país. Na prática, é um risco só: se o país passa por uma crise, todos os ativos tendem a sofrer ao mesmo tempo. Ter uma parte em dólar diversifica de verdade e abre acesso a ativos do mundo inteiro: Estados Unidos, Europa, Ásia e mercados globais.
Isso não exige uma estrutura complexa, com várias camadas societárias. Para a pessoa física, há três formas simples, todas com a gestão dentro da carteira administrada da Brava:
1. Conta de pessoa física no exterior
É o caminho mais direto: uma conta de investimentos em dólar, numa corretora americana, em seu nome. Você é o titular. A Brava faz a gestão da carteira lá fora, com títulos americanos, bonds, fundos e ações, execução institucional e um relatório único que consolida as posições no Brasil e no exterior.
O limite que pouca gente conhece
Quem não é americano nem residente nos Estados Unidos e tem ações ou ETFs americanos no próprio nome conta com apenas US$ 60 mil isentos do imposto sobre herança dos EUA. Acima disso, a alíquota pode chegar a 40%.
- O que entra no limite: ativos americanos mantidos em nome próprio, como ações e ETFs americanos.
- O que fica fora: bonds e fundos que não são ativos americanos.
- Beneficiário indicado: evita o inventário lá fora, mas não elimina o imposto.
Para carteiras pequenas em ativos americanos, a conta em nome próprio pode bastar. À medida que a posição cresce, o limite passa a pesar no planejamento sucessório.
2. PIC, a empresa de investimento pessoal
É aí que entra a PIC (personal investment company), a empresa de investimento pessoal. É uma empresa simples no exterior, em seu nome, que passa a ser a titular da conta de investimentos. Assim, os ativos americanos ficam fora do alcance do imposto sobre herança dos EUA, e a sucessão fica organizada.
O que a PIC envolve
- abertura em poucos dias;
- custo baixo;
- manutenção feita por especialista.
A PIC pode reunir ações e ETFs americanos e bonds globais numa mesma conta. Como é uma empresa, precisa ser mantida em dia e declarada corretamente no Brasil.
3. Empresa operacional, para quem recebe do exterior
A terceira forma atende a quem presta serviço ou tem negócio fora do país e recebe de clientes lá fora. A empresa operacional recebe no exterior, paga as despesas da atividade e investe lá fora, com contabilidade própria.
A diferença em relação à PIC é a natureza da atividade. Quando a empresa é operacional de verdade, o tratamento no Brasil é diferente do da empresa de investimento. Por isso, ela não é um atalho: precisa ter atividade real, contabilidade e documentação compatíveis.
E o imposto no Brasil?
A Lei nº 14.754/2023 organizou a tributação da renda de pessoas físicas residentes no Brasil em aplicações financeiras, entidades controladas e trusts no exterior. Os pontos principais:
- Pessoa física: os rendimentos de aplicações no exterior pagam 15% na declaração anual.
- Empresa controlada lá fora: o lucro também paga 15% todo ano, mesmo sem distribuição, quando a empresa está em país com tributação favorecida (paraíso fiscal) ou tem renda ativa própria inferior a 60% da renda total.
- Opção de transparência: a pessoa física pode optar por declarar os bens e direitos da empresa como se fossem detidos diretamente.
Qual regra se aplica depende do veículo escolhido, da origem da renda e da situação de cada família. A regra é sempre a mesma: tudo declarado, com planejamento feito por especialista, conforme a legislação vigente.
Riscos e cuidados
A escolha entre conta em nome próprio, PIC ou empresa operacional não depende só do valor investido. Pesam o objetivo, o tamanho da posição em ativos americanos, a origem da renda e o plano de sucessão.
Como a Brava faz
O programa offshore funciona dentro da carteira administrada da Brava, gestora de recursos autorizada pela CVM e autorregulada pela ANBIMA. O processo vai do diagnóstico ao relatório:
1. Diagnóstico
Objetivo, patrimônio, origem da renda e sucessão.
2. Veículo certo
Escolha entre conta PF no exterior, PIC ou empresa operacional.
3. Conta e empresa
Abertura da conta e, quando for o caso, da empresa.
4. Gestão contínua
Gestão da carteira no exterior dentro do mandato da carteira administrada.
5. Relatório consolidado
Um relatório único, Brasil e exterior.
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Diretor de Gestão e CEO da Brava Capital, apresentador do quadro Capital Inteligente e Professor de Finanças na CFA Society Brasil. Jair é administrador com MBA pela FIA/USP e Mestrado Profissionalizante em Gestão e Economia pela (ESA) IAE Université Pierre Mendès da França. Iniciou sua carreira em seguros na empresa espanhola Mapfre. Trabalhou em países como Japão e Reino Unido no setor de telecomunicações e tecnologia. Trabalhou no Citibank nas áreas Operacional e de Produtos enquanto ao mesmo tempo lecionava em universidade.
Material educacional — não constitui oferta, distribuição ou recomendação de investimento, nem aconselhamento jurídico ou tributário. A Brava Capital é gestora de recursos autorizada pela CVM e autorregulada pela ANBIMA. Investimentos no exterior envolvem risco cambial. O planejamento tributário e sucessório de cada caso é feito com especialista. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Tributação conforme a legislação vigente. Fontes: Lei nº 14.754/2023, arts. 2º, 3º, 5º e 8º (texto compilado, planalto.gov.br).

